sábado, 24 de abril de 2010

O MOINHO DE PEDRA





Prometi que lá voltaria e voltei! Foi em 2006 que estive em Dala Jamba, um dos Sectores da Comuna da Sanga, no Município do Waku Kungu (antiga Cela), no Kwanza Sul. Três coisas atrairam a minha atenção: a flor roxa que sai directamente da terra por ter seu caule ai enterrado, a ponte de pedra por debaixo da qual passa um riacho e o moinho de pedra. Não encontrei a flor, nem fui até a ponte mas vi e registei o Moinho de Pedra.
Foi criado em 1973 pelo Sr. Bento Lussasse, Diácono da Igreja Apostólica de Dala Jamba: Procurei saber como conseguiu tal proeza e fui elucidada: Para fazer um Moinho de Pedra, são necessárias duas pedras grandes arredondadas com um buraco no centro. A pedra de baixo é estática, não se movendo portanto e a de cima mantém um ritimo constante de movimento circular. São estas que moem os grãos que se transformam em farinha. As pedras foram trabalhadas até terem a configuração desejada e, depois, são feitos os buracos no centro. Os buracos são feitos com um ponteiro de ferro e a perfuração é lenta pois os buracos têm que sair perfeitos. Assim, o buraco da pedra de baixo levou 15 dias a ser aberto e o da de cima, 5 dias. As duas rodas do moinho vão moendo os grãos um a um, produzindo a farinha (fuba) que é o alimento principal da zona e do país inteiro, havendo regiões em é mais utilizada a fuba de milho e noutras a de mandioca.

O ESTADO DAS ESTRADAS TERCEARIAS


Bastas vezes a rádio noticiou que o investimento na agriculturq foi baixo em 2009: Se assim foi, é necessário saber as causas dessa falta de “motivação” dos fazendeiros em exercer a actividade.
Tenho tentado fazer algo no sitio que possuo na Comuna da Sanga/Municipio do Waku Kungo, mas o estado da estrada que liga o Municipio à Comuna e como esta muitas outras, é tal que é impossível circular por ela. Teimosa que sou e porque estou mesmo decidida a ir para frente, meti-me na estrada e olhem só o que me aconteceu: por 3 vezes a carrinha que levava, apesar de possuir tracção ás quatro rodas, “enterrou” e uma viajem que deveria ser feita em hora e meia, levou-me 6 horas!
A máquina de facto passou por ali, abriu e limpou a estrada mas como é uma estrada lamacenta e não levou brita, com a alta pluviosidade característica da zona, criou em vários troços, lugares impossíveis de se transitar. Para “mal dos meus pecados”, os “ajudantes” cobram 10.000,00 Kwanzas para “ajudar” a retirar a viatura do “enterro”.
E eu pergunto: investir na agricultura sem estradas, sem infrestruturas?

segunda-feira, 12 de abril de 2010

GRATIDÃO

Muitas vezes, no cumprimento das nossas actividades, os nossos actos tocam pessoas sem que a gente sequer imagine.
Recebi na semana que findou, uma mensagem de uma pessoa com quem trabalho, numa das Organizações Não Governamentais (ONGs), que me tocou deveras e que passo a transcrever, com a devida autorização do seu autor, para que fique registada.

"Minha Gratidão por fazeres parte desta etapa importante da minha vida. Saiba que "Gratidão é uma sensação tão agradável...Cresce onde sementinhas são lançadas, floresce sob o sol de um coração caloroso e bom, cresce mais quando é cuidada.Quase todos temos motivos para a gratidão, quando pessoas em nossas vidas têm tempo para partilhar e nos fazer saber por bons actos que nós estamos em seus pensamentos e que elas se importam.As coisas que você faz e fez, com tanta compreensão e bondade, me enchem de gratidão por ter a sua amizade. Obrigado, por se importar comigo, isso ilumina o meu viver."

Hernani Amaro

domingo, 11 de abril de 2010

Tentativas



Sei que gosto

Mas desgosto

E aposto

Que de tentativa em tentativa

+ certeza de nos tornarmos

Mal dispostos

terça-feira, 6 de abril de 2010


SURPRESA AGRADÁVEL


Há alguns meses a esta data, adquiri, nas minhas ''andanças'' pelo interior do País, onde, de tempos a tempos visito o meu ''petit paradis'', dois cágados: um com a carcaça regenerada (fora, em algum momento, pisoteado por alguém) e o outro bem pequeno ainda, um bébé. O mais pequeno, ''riguila'' como soi dizer-se na gíria da terra, implicando sempre com o mais velho, até que este se refugiou por entre as plantas e se afastou do convívio daquele.

Meu pensamento: são machos. Os meses passaram-se e habitámo-nos, eu e a filha, a trazê-los para dentro de casa sempre que se fartassem do seu esconderijo e aparecessem para degustar as couves, repolho ou alface que fazem parte do seu manjar. De tão habituados às carícias que fazemos, já raramente se escondem carcaça adentro, o pequenino até chama a nossa atenção roçando os nossos pés.

Durante o feriado, todos (a família, que inclui os bichinhos), qual não foi o nosso espanto, o bébé tentando insistentemente o coito com o mais velho. Achamos que conseguiu pois demos o "flagra" neles.

Nosso pensamento: um macho e uma fêmea. Surpresa agradável por dois motivos: 1º- não me agrada ver animais sem companhia pois como o homem, há animais gregários que sofrem com a solidão. Tive um Pastor Alemão, minha perdição, para o qual não arranjei companhia por não ter possibilidades na altura e não foi muito agradável; 2º- assim haverá mais ''cagadinhos'' pela casa.








segunda-feira, 5 de abril de 2010

Aqui publicarei actos e factos que ocorram em que eu participe ou que presencie.

I will publish here, the acts & facts that occur, in which I participate directly or occur in my presence.